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Etnia consegue manter assistência da Opan

28/07/2009

Quarenta índios enawenê nawê que chegaram ontem de sua aldeia próxima a Brasnorte (a 579 quilômetros de Cuiabá) armados com arco e flecha não viajaram em vão. Inseguros com a falta de condições para o atendimento em saúde na aldeia (a 8h de barco e 2h de carro de Brasnorte), eles conquistaram a maior parte das reivindicações feitas à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para os 530 indígenas da aldeia.

Os índios estavam preocupados com a capacidade de atendimento da Funasa e com o fim do convênio da Funasa com a entidade não-governamental Operação Amazônia Nativa (Opan), responsável por executar o atendimento em saúde indígena. Eles se reuniram com representantes da Funasa e da entidade ontem de tarde. Segundo o coordenador Ivar Busatto, da Opan, o convênio termina em setembro, mas agora será prorrogado para o mesmo mês do ano que vem, mantendo o quadro de pessoal que já conhece e se comunica com os índios.

“A fluência da remessa de remédios nem sempre é rápida”, observa Busatto. A Opan conta com um enfermeiro, um dentista e quatro técnicos de enfermagem para atender a aldeia Halataikwa. Doenças respiratórias e problemas gastrointestinais são os que mais afligem os indígenas.

Num primeiro momento, a Funasa deve resolver o fornecimento de água para o posto de saúde da aldeia, que também será ampliado e deve receber uma remessa de medicamentos. Além disso, mais combustível será fornecido para os três veículos que ajudam no transporte à cidade.

De acordo com o coordenador regional da Funasa, Marco Antônio Stangherlin, a maior parte das reivindicações pôde ser atendida porque a Funasa já tem a obrigação de cumprir até 2012 um termo de conciliação judicial, que foi assinado há cerca de 10 anos, após ação do Ministério Público do Trabalho. Segundo o termo, gradativamente, a Funasa tem de recompor seu quadro para poder executar integralmente o atendimento de saúde indígena sem convênios com terceiros.

RENÊ DIÓZ
Diário de Cuiabá

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