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Compras retomam em agosto

28/07/2009

Primeira planta sob nova direção a retomar atividades
será unidade Quatro Marcos, que inicia abatendo 600 cabeças

Após a retomada dos abates pelo frigorífico Arantes, em Pontes e Lacerda, 448 quilômetros ao oeste de Cuiabá, agora será a vez do grupo JBS Friboi reiniciar as atividades em cinco plantas que estavam paralisadas em Mato Grosso. Três foram adquiridas pelo grupo recentemente e estão localizadas em Juara, Colíder e Vila Rica. Duas foram arrendadas: Cuiabá e São José dos Quatro Marcos.

Das cinco plantas, a de Quatro Marcos está com a retomada das atividades de abate confirmada para o próximo dia 10. Mas, as compras terão início já a partir do próximo sábado, dia 1° de agosto.

“Estamos nos preparando para iniciar as compras no final desta semana, pois o grupo planeja iniciar os abates até o dia 10”, informou o comprador Marcelo Moreira.

A capacidade do frigorífico de Quatro Marcos (315 Km a oeste de Cuiabá) é de até mil animais por dia, mas o Friboi deve começar abatendo 600.

Segundo Marcelo Moreira, o mercado está “ruim e a oferta está escassa” em decorrência dos preços. Ele diz que mesmo com o frigorífico comprando somente o gado à vista, os pecuaristas estão “segurando boi” no pasto.

O Grupo, que já detém quatro plantas no Estado, Barra do Garças, Pedra Preta, Cáceres e Araputanga, totalizam uma capacidade de abate é de 4,2 mil animais, amplia sua capacidade de abate para 5,150 mil animais por dia, com as novas incorporações. O negócio de cifras não reveladas coloca em operação plantas que estavam desativadas desde o primeiro trimestre deste ano, por conta de pedidos de recuperação judicial.

BOLETIM - De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) – órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a retomada do abate dessas plantas é importante para o setor, porém as estimativas mostram que, caso todas as indústrias do Estado retomem suas atividades, seria necessário um aumento de 126% do número cabeças abatidas em relação a 2008, para obter uma taxa de ociosidade de 10%.

Relatório do Imea aponta que nesta semana a arroba do boi gordo continuou a cair na média do Estado, fechando a cotação em R$ 66,43 acumulando queda de 0,86% (-R$ 0,58). A média móvel da escala de abate por sua vez aumentou 0,5 dia no acumulado da semana, fechando com a média de 5,18. A relação existente entre a escala de abate e a arroba do boi gordo que caiu enquanto a escala aumentou. Em 12 das 15 praças onde foi feito o levantamento, a escala de abate foi maior ou igual a quatro dias, sendo que Juara apresentou a maior escala, com sete dias. Mirassol D’Oeste e Barra do Garças têm escala de abate de seis dias.

REPOSIÇÃO - De acordo com análise do Imea, o gado para reposição está bem valorizado em Mato Grosso. “Nem tanto em relação ao preço que está sendo adotado, uma vez que comparados à média de 2008 os preços atuais estão mais baixos em todas as categorias, mas em razão do cálculo feito pelos pecuaristas que relacionam o preço da reposição com o valor vigente da arroba do boi gordo”.

Dessa forma, como a arroba do boi gordo caiu 8,49%, comparando a média de 2008 com a média de julho de 2009, a desvalorização monetária da reposição ainda não foi suficiente para que a relação de troca entre os animais para reposição e a arroba do boi gordo seja interessante para o pecuarista, causando desconforto para a classe.

FUTURO - Ainda operando com pressão de baixa, o mercado futuro não apresenta recuperação. O contrato de outubro, que possui maior liquidez, atravessou a média móvel dos 100 dias, fato que reforça a força existente neste movimento. Este contrato acumulou queda de 1,98% (- R$ 1,63) para o período e está cotado a R$ 84,30. No último dia 23, o volume de contratos negociados para outubro de 2009 foi cerca de seis vezes maior que o que estava sendo observado ao longo da semana, e apresentou queda de R$ 1,24.

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem

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