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PF prende traficantes que movimentaram 3,7 drogas e compraram coberturas em Cuiabá

06/11/2018
Fonte: Folha Max

A Superintendência de Polícia Federal em Mato Grosso deflagrou, no início da manhã desta terça-feira (06), a "Operação Escalada", com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada à prática do tráfico internacional de cocaína. As investigações se iniciaram há aproximadamente dez meses e estavam baseadas em Cuiabá.

 

De acordo com as informações, a droga era obtida na Bolívia e entrava no Brasil a partir da com Mato Grosso, sobretudo por meio de aeronaves que pousavam em pistas clandestinas em variados pontos do Estado.

 

Posteriormente, a droga era ocultada e embarcada em caminhões em fundos falsos a fim de ser transportadas tendo como principal destino o Estado de São Paulo.

 

Verificou-se que a organização criminosa movimentava grande parte de recursos financeiros e da parte de logística para o transporte da droga com a aquisição de veículos e aeronaves em nome de pessoas que sequer existem. Durante a fase de investigações, foram lavrados oito autos de prisão em flagrante que resultaram na prisão de nove pessoas. 

 

No total, foram apreendidos 3.716 quilos de pasta base de cocaína, além de uma aeronave bimotor e diversos veículos utilizados no transporte da substância ilícita ou adquiridos com valores provenientes do tráfico.

 

Na ação de hoje, serão cumpridos 42 mandados judiciais, sendo 4 de prisão preventiva, 14 de prisão temporária e 24 mandados de busca e apreensão. 

 

As ações, ainda em andamento, ocorrem em Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antonio de Leverger, Poconé, Cáceres, Rondonópolis, Alto Araguaia, Corumbá, Manaus, Paulinia, Bauru, Uberlândia e Vilhena.

 

Até o momento foram realizados dois autos de prisão em flagrante em razão da apreensão de armas de fogo não registrada e munições, dinheiro, jóias e dezenas de veículos. 

 

A 7º Vara Federal Criminal em Cuiabá/MT determinou ainda o bloqueio de contas bancárias utilizadas pelos investigados, além do sequestro de bens. 

 

O nome da operação é em razão de alguns dos principais investigados terem experimentado um grande aumento patrimonial em tempo reduzido sem qualquer ocupação lícita que as justifique, tais como uma cobertura em apartamento de luxo e imóveis de luxo em Cuiabá.  

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