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Prática da automutilação entre adolescentes avança em Castanheira

12/07/2018
Fonte: Innovare

Como nem um lugar hoje é uma ilha, devido as facilidades criadas pelas redes sociais, um problema que afeta 20% de adolescentes e jovens nos grandes centros está preocupando alguns pais em Castanheira. Trata-se da prática da automutilação. Como a cidade é pequena, muitos preferem não ser citados. Um, contudo, Iuri Caubi A. Guimarães faz questão deste registro. “A coisa está muito séria, e desde que a coisa mais valiosa que temos são os filhos, não podemos nos omitir nesta hora”, disse ao Innovare News.

 

O assunto ainda é tratado veladamente, mas deve produzir reações urgentes,  como tem acontecido em outras regiões do país, onde especialistas e escolas tem organizado palestras e eventos sobre o tema. Em algumas cidades do país já se fala em “epidemia” desta forma de castigo autoinfligido que na ótica distorcida dos praticantes serve para minorar sofrimentos emocionais ou psicológicos.

 

Segundo Iuri, é possível que grande parte dos pais castanheirenses sequer percebe que os filhos têm contato com grupos nas redes sociais que estão estimulando o uso do corte de parte dos corpo com canivetes, lâminas de barbear e até lâminas de apontadores de lápis. “Soube do avanço da prática por aqui em contato que tive com o telefone celular de minha filha, adolescente”, revela.

 

Um dos grupos com a participação de vários adolescentes de Castanheira, com idades entre 13 a  17  anos, é o “Anjos suicidas”, onde diversas fotos são postadas. Pelo que se percebe das postagens, muitos participantes acabam praticando algum ato de automutilação para tentar acompanhar o grupo, ou seja, porque todo mundo está fazendo. Existem registros até de quem faça uso do ato autolesivo simplesmente para experimentar a dor. “Por essas e outras constatações, é preciso que a sociedade castanheirense se mobilize contra essa aberração”, conclui Iuri.

 

Síndrome

Na última edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais (DSM-5, na sigla da Associação Americana de Psiquiatria), a automutilação sem intenção de suicídio ficou sob observação para ser tratada como um transtorno isolado, apesar de estar comumente associada a comportamentos obsessivos compulsivos e outras síndromes, como a de Borderline.

 

De acordo com o psiquiatra Olavo de Campos Pinto, membro do International Mood Center e ex-professor da Universidade da Califórnia (EUA), o principal público atingido são meninas de 13 a 17 anos. A internet tem papel preponderante na disseminação atual da prática, que ele chama de epidêmica. 

"Pais precisam estar alerta!"

 

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