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Enterrada viva recebe alta hospitalar, mas futuro incerto ainda a mantém internada

09/07/2018
Fonte: Rd News

A indígena recém-nascida enterrada viva, supostamente pela bisavó e pela avó, recebeu alta hospitalar nesta segunda (9), na Santa Casa de Misericórdia, na Capital. Ela nasceu em Canarana (a 837 Km de Cuiabá), em 5 de junho.

 

Um dia depois, foi transferida do Hospital Regional de Água Boa (a 747 km de Cuiabá) e chegou em Cuiabá com a saúde comprometida. Permaneceu quase um mês internada na UTI neonatal. Passou por procedimento cirúrgico, para colocar e, posteriormente, retirar uma sonda que era utilizada para alimentá-la. Respirava por aparelho e fez diálise, em razão de problemas nos rins.

 

Porém, conforme  boletim médico desta segunda, a criança apresentou melhora nos últimos dias e deixou de utilizar a sonda e passou a respirar sem aparelhos. Ela também deixou de utilizar antibióticos, que controlavam infecções causadas pelo período de mais de cinco horas em que ficou enterrada.

 

Nesta segunda, o Ministério Público Estadual foi notificado sobre a alta hospitalar da criança. Caberá à instituição definir para onde a criança será levada. O responsável por definir o futuro da recém-nascida deverá ser um promotor de Canarana, que está acompanhando o caso.

 

Enquanto segue com o futuro incerto, a pequena permanece em um quarto da Santa Casa de Misericórdia. Desde que chegou ao local, ela tem sido acompanhada por representantes da Casa de Saúde Indígena (Casai).


Conforme a Santa Casa, a criança não deve apresentar sequelas em decorrência do período em que esteve enterrada viva.

 

Apesar de a mãe da criança, uma adolescente de 15 anos, ter manifestado interesse em ficar com a filha, não há definição se a jovem se tornará a responsável pela criança.

 

O caso

Conforme a Polícia Civil, a criança foi enterrada viva pela bisavó e pela avó. As duas teriam planejado, desde a gestação, o enterro da pequena logo após o seu nascimento. A bisavó, porém, alegou que decidiu enterrar a garota por acreditar que ela havia nascido morta.

 

A bisavó e a avó chegaram a ser presas, após decisão da Justiça. Atualmente, elas permanecem em liberdade, mediante o uso de tornozeleiras eletrônicas.

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