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Acusado de matar motorista a pedrada em Vilhena seria da “ala radical” de protestos dos caminhoneiros

07/06/2018
Fonte: Folha do Sul
Outras duas pessoas estavam no carro usado no ataque, e que foi apreendido

Em entrevista coletiva concedida na tarde desta terça-feira, na Unisp de Vilhena, os delegados Fábio Henrique Campos (Regional) e Núbio Lopes de Oliveira (Homicídios), deram detalhes sobre a elucidação de um crime que chocou o país no dia 30 de maio: o assassinato, com uma pedrada no rosto, do caminhoneiro José Batistela. O principal suspeito do ataque contra a vítima de 70 anos é o também caminhoneiro Willians Maciel Dias, 32 anos, conhecido como “Javali”.


Segundo os delegados, imagens de câmeras de monitoramento instaladas em locais próximos ao homicídio levaram à identificação de Willians. Os vídeos também mostram o acusado descendo do carro, um VW preto, num posto de combustíveis que fica perto de onde o motorista foi morto. O veículo foi apreendido na casa de Javali, no Setor 8, em Vilhena. Veja na imagem secundária.


A investigação mostrou ainda que duas outras pessoas estavam no carro, junto com o suposto assassino. Elas podem ter suas prisões decretadas por participação no crime, embora a pedrada tenha sido desferida por Wllians. Ele atirou o objeto com o caminhão e o próprio carro em que estava, ambos em movimento, o que teria aumentado a potência do impacto contra a vítima. O caminhão seguia no sentido Vilhena/Cuiabá (MT), enquanto o automóvel fazia o trajeto inverso.


Os delegados disseram que, além das imagens que incriminam o suspeito, testemunhas já ouvidas no curso da investigação confirmaram que ele chegou a confessar ter sido o autor da pedrada. O advogado do caminhoneiro, que continua foragido, ligou para a polícia e disse que ele irá se apresentar. A família diz que ele está em viagem, a trabalho.


As duas autoridades responsáveis pela condução do inquérito revelaram que Javali fazia parte do movimento dos caminhoneiros, que estavam bloqueando rodovias para tentar fazer o governo federal baixar o preço do óleo diesel. Ele faria parte de uma “ala radical” do movimento e já teria apedrejado outros caminhões, revoltado com o fim da greve da categoria. Em nenhum dos outros ataques, no entanto, houve feridos.





Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci

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