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O congresso pensa, no congresso

11/11/2017
Fonte: Jna Noticias

A oposição quer porque quer a cabeça do presidente. Os discursos são irresponsáveis e escancaradamente desonestos como se em todos os governos a distribuição das verbas não obedecesse rigorosamente aos mesmos princípios.

 

Não adianta. Nossos parlamentares não ajudam e só pensam em si próprios. Com as poucas e honrosas exceções de sempre, esta gente definitivamente não pensa em melhorias para o povo brasileiro. A oposição quer porque quer a cabeça do presidente. Os discursos são irresponsáveis e escancaradamente desonestos como se em todos os governos a distribuição das verbas não obedecesse rigorosamente aos mesmos princípios. Aliás, a mesma falta de princípios.

   Quando as emendas são aprovadas, o dinheiro vai para as cidades em que os deputados têm votos. O dinheiro quando aplicado sensibiliza os eleitores e pode garantir reeleição do Deputado. Sempre foi assim. Como se sabe, algumas destas reeleições são quase eternas. Tem uma tigrada que está há décadas no Congresso e agindo a vida inteira do mesmo jeito. Agora o que se observa é uma sistemática tentativa da atual oposição de impedir que as reformas sejam realizadas.

   É de uma impressionante estupidez não entender a necessidade de aprovação imediata destas reformas. O Brasil está sendo consumido pelas despesas obrigatórias do governo, puxadas principalmente pela Previdência. Não é tão difícil de entender. Basta fazer as contas. Em 2008, os gastos incontornáveis corresponderam a 74,2% da receita líquida do governo central. Em 2016, chegaram a 101,3%, ultrapassando, portanto, o montante de recursos disponíveis depois das transferências constitucionais. Nos 12 meses terminados em julho, a relação chegou a 105%. Agora há uma conta que todos os parlamentares deveriam saber e se sabem e continuam a sabotar a reforma, não deveriam merecer o nosso voto e, ao contrário, deveriam ser postos para fora do congresso.

   Pelos cálculos do governo, com a reforma proposta este ano os gastos com benefícios e pensões chegarão a 10,52% do Produto Interno Bruto em 2060. Sem reforma, estes gastos chegarão a 18,9%, uma barbaridade. As reformas são inadiáveis e não deveriam ser motivo de barganha. O congresso não vota as necessárias reformas por conta da baixíssima qualidade de boa parte dos deputados e senadores. A tigrada quer se reeleger, mesmo sabendo que prejudica o País. Principalmente as futuras gerações. A moçada trabalha contra as reformas porque boa parte delas mexe no bolso daqueles que já são muito bem remunerados.  Agora, suas excelências decidiram extrapolar os limites da imoralidade.

   É o seguinte; A comissão especial que analisa o projeto que regulamenta o limite salarial dos servidores prepara uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para regulamentar as possibilidades de acúmulo de salários além do teto do funcionalismo público, de R$ 33,7 mil, quando há ocupação de diferentes cargos. Segundo o relator do projeto, deputado Rubens Bueno (PPS-PR), a PEC é necessária.  Na prática, isso legaliza o recebimento acima do limite de R$ 33,7 mil, que é o salário de um ministro do Supremo. Esta é a qualidade dos nossos políticos. Esta é a baixeza do nosso Congresso. Anotem: Esta proposta será aprovada com a velocidade da luz, porque interessa aos parlamentares. Não interessa ao povo brasileiro.

Fonte: www.vicentelino.com.br
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