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Criminosos abriram 3 empresas com documentos furtados para esquentar madeira em Aripuanã

11/10/2017
Fonte: Jna Noticias

Após a repercussão da operação conjunta entre o MPE, Polícia Judiciária civil e IBAMA, realizada na última sexta-feira (06/10) no município de Juína (735 km a Noroeste de Cuiabá), que desarticulou uma associação criminosa envolvida na criação de empresas fictícias e emissão de notas fiscais para regularização de madeiras extraídas ilegalmente, uma pessoa que foi vítima do mesmo crime em operação semelhante procurou a unidade do IBAMA regional Juína.

    Os desdobramentos desta operação trouxeram um novo elemento para o cenário, de acordo com informações obtidas pela Band FM Juína e repassadas com exclusividade ao , foi descoberto que outras empresas de fachada usadas no mesmo esquema da operação recente, eram registradas em nome de um morador do município de Campo Verde - MT, abertas ilegalmente em seu nome após ter o carro e documentos furtados, as empresas ficticias estão localizadas em Aripuanã (949 km de Cuiabá).

    Gerson da Silva concedeu entrevista relatando o acontecido, segundo ele, após um ano do furto do carro foi surpreendido pela visita da polícia federal, ao ser questionado pelo delegado da PF se "trabalhava com madeira, ou fazia operações na SEMA (secretaria estadual de meio ambiente)", Gerson, que é vendedor de combustível ficou surpreso, como relatou, e logo apresentou o boletim de ocorrência do furto dos documentos na época. 

    Após as verificações, o vendedor foi informado que haviam 3 empresas registradas em seu nome, sendo Arial madeiras LTDA, madeireira vale do Aripuanã e Dacal madeiras, todas com sede no município de Aripuanã.

    A vítima revela ainda que além do golpe de estelionato que sofreu, constam no seu nome diversas multas por crimes ambientais, “recebi muitas multas, multa de 5 mil, 11 mil, 51 mil, pendências na receita federal, duplicatas no meu CPF”, revelou Gerson.

    O presidente do SIMNO - Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso, Roberto Rios, destaca que nenhum dos associados da entidade está envolvido na operação e que o SIMNO preza sempre pela legalidade, respeitando as legislações tributária, ambiental e protegendo a floresta.

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