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Como sua empresa pode superar a crise em 10 passos

25/07/2016
Fonte: InfoMoney

Em um momento de crise como este que o Brasil passa, os empresários buscam alternativas para manter seus negócios de pé.

 

Em um momento de crise como agora, os empresários buscam alternativas para manter seus negócios de pé. Tentam reduzir investimentos e adiam planos de expansão, mas é preciso que essa decisão seja seguida de planejamento, caso contrário o empreendimento pode acabar entrando para a estatística de negócios fechados durante a crise, segundo Danilo Timich, sócio co-fundador da Bizup Consulting. 

“Para aqueles que conseguirem ultrapassar fases como a atual mantendo a saúde financeira, ainda que em um nível mais baixo de atividade, o prêmio pode ser compensador. Após o período de crise, as oportunidades costumam encontrar o mercado ainda desestruturado e, portanto, acabam nas mãos daqueles que se prepararam melhor e permaneceram ativos e alertas”, afirma o especialista.

Para isso, Timich elencou dez dicas essenciais para as empresas superarem a crise econômica: 


1. Prospecção de novos clientes

Os concorrentes estão retirando o pé do acelerador. Assim, surge a oportunidade para prospectar novos clientes e analisar potenciais novos mercados. Não é necessário grande investimento de capital, mas é preciso se planejar para estar estruturado quando a conjuntura der os primeiros sinais de retomada. 

2. Reavaliar produtos e serviços

Quando o dinheiro fica mais escasso, os consumidores alteram seus hábitos de consumo. É importante identificar as novas demandas geradas pela crise e reavaliar todos os produtos e serviços oferecidos pela sua empresa.

A oferta deve ser reformatada priorizando sempre aqueles produtos e serviços mais rentáveis e com melhor geração de caixa. Alguns exemplos são: repaginar o produto, criando por exemplo embalagens econômicas; oferecer serviços mais simples e mais baratos, descontos para compras maiores, premiação de vendedores e revendedores mais eficientes. 

3. Evitar endividamento

É preciso evitar a qualquer custo a entrada em uma espiral de endividamento, o que costuma ser fatal, particularmente para os negócios em fase inicial somados à circunstância da crise.

4. Entender a crise

É necessário analisar a situação para entender quais impactos positivos e negativos a crise proporciona a seu negócio. Após essa análise, repense e reoriente as ações no sentido de favorecer a geração de caixa.

5. Diferenciar despesas de custos

Costuma ser frustrante a tentativa de redução das despesas sem a revisão profunda de estrutura, que pode ficar debilitada se as economias geradas pela redução não compensarem a perda de eficiência. Portanto, é necessário repensar toda a forma de funcionamento da empresa, a partir quase que do zero, e não se basear no que ela é hoje.

6. Repense processos

Quanto aos custos, deve-se concentrar em torná-los predominantemente variáveis com o volume de produção. Isso implica, por exemplo, em terceirizar partes da produção, evitando a mobilização de equipamentos próprios, cuja eventual ociosidade traz custos de manutenção desproporcionais aos volumes produzidos, além das despesas financeiras derivadas da compra dos mesmos.

A crise oferece oportunidade para renegociar junto aos seus fornecedores e baixar os custos e despesas, assim como para repensar processos para reduzir custos e aumentar a produtividade. É viajar com pouca bagagem. Parcerias inteligentes tornam-se, muitas vezes, recursos valiosos nessas situações. 

7. Controle o caixa

As empresas morrem pelo caixa, especialmente nas crises. A melhor forma de controlar capital de giro é manter controle do caixa e focar naqueles negócios e clientes que te proporcionam melhor geração de caixa. Corte todas as atividades destruidoras de caixa. Uma dica importante é buscar fornecedores que deem prazos para pagamento mais longos. Faça compras menores de cada vez, evitando o carregamento de estoques.

8. De olho na equipe

Em relação à equipe, é importante que o ajuste seja de acordo com a demanda, sempre com foco na maior produtividade. Nos negócios em que o aumento da produtividade demanda investimentos, mantenha a equipe estratégica, que tenha conhecimentos e treinamento mais difíceis e caros de se reproduzir no futuro, quando o mercado retomar.

Profissionais mais dedicados e comprometidos com a empresa devem ser tratados também com o mesmo comprometimento, na medida da viabilidade. Equipes compostas por integrantes de capacitação multidisciplinar, que possibilitem uma alocação mais flexível, também permitem ganhos de produtividade que, por sua vez, podem viabilizar a sua manutenção integral durante os períodos mais difíceis. 

9. Entenda suas dívidas

O reperfilamento das dívidas, em que se troca as atuais por outras de custo menor e prazo maior, adequando-se ambos à capacidade da empresa, é uma ferramenta habitual na gestão empresarial. Mas a prioridade é identificar a causa da sua situação e atuar para mitigá-la. Crie um plano de reestruturação realista com uma projeção do fluxo de caixa futuro da empresa para que saber realmente qual a sua capacidade de pagar o que deve e em que condições.

É possível, se for adequado e quando existentes, vender ativos para reduzir a exposição ao endividamento e, no limite, recorrer até mesmo a uma recuperação judicial. Novamente, é preciso ter sempre em mente que dívidas devem ser evitadas a todo custo. 

10. Busque ajuda

É essencial buscar ajuda o quanto antes para evitar chegar em um momento irreversível. Por isso, nesse período, contar com a expertise de uma consultoria não é gasto, é investimento.

É muito importante que os profissionais alocados à consultoria sejam muito experientes na gestão empresarial de alto nível e no ramo de atividades da empresa. O contratante deve exigir conhecer, antecipadamente, os membros da equipe que prestará os serviços, assegurando-se de sua experiência e domínio do assunto que será tratado.

 

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