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Data: Segunda-feira, 23/09/2019 00:00

Mais de 300 casos de malária são confirmados neste ano em Aripuanã

Fonte: Top News

Mais de 300 casos de malária foram confirmados  em Aripuanã, de janeiro de 2019 até este mês de setembro. Os números são da Secretaria Municipal de Saúde, que constatou a maioria dos casos da doença na região do garimpo. Devido à situação preocupante, o Município recebeu apoio técnico do Estado de Mato Grosso no combate à doença.

 

A parceria entre Estado e Município contou com o deslocamento de três técnicos da Regional de Saúde, que estão na cidade para serviços de capacitação. Durante esta semana foram capacitados agentes comunitários de saúde, agentes de controle de endemias e enfermeiros, que estão aptos a realizarem punção digital, lâminas de malária, coloração, entre outros.

 

De acordo com o biólogo da Secretaria Estadual de Saúde, Aristides Oliveira Coelho, um laboratório foi instalado no garimpo, com três microscópios e três microscopistas, além disso, coletas de lâminas de malária foram feitas de barraca em barraca, pela equipe técnica de saúde. “Assim que foi constatada a malária, nós já passamos a medicação, porque essa doença tem que ser tratada em tempo hábil para ser combatida”, disse.

 

“Nós descobrimos que existem pessoas do Suriname e de outros países vizinhos do Brasil que estão no garimpo, além de outros estados como Maranhão, Piauí e de vários municípios do Mato Grosso. Isso é preocupante, porque se essas pessoas retornarem para suas localidades com malária e estiverem em uma região onde tem mata e a presença do mosquito anofelino, uma vez o mosquito contaminado, existe o risco de espalhar a doença em pessoas de outras cidades, estados e até países”, alertou Oliveira.

 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, todos os casos de malária confirmados em Aripuanã, são da espécie Vivax. Na área urbana da cidade, o posto de notificação de malária está localizado na Secretaria de Saúde. A malária tem cura, mas se não for tratada, pode causar a morte. Em caso de febres altas, calafrios, sudorese, tremores e dores de cabeça, procure uma Unidade Básica de Saúde mais próxima. Tanto o tratamento quanto o diagnóstico são disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico precoce e o tratamento oferecido são fundamentais para a cura desta doença que pode matar.