Jregional

NOTÍCIA

Data: Terça-feira, 10/09/2019 00:00

Pressão do PSL para retirada de assinatura motiva saída de Selma

Fonte: Midia News

A pressão do PSL nacional, partido do presidente Jair Bolsonaro, para que a senadora Selma Arruda retire sua assinatura do pedido de instalação da CPI da Lava Toga, para investigar o Judiciário, é apontada como o real motivo da provável saída da parlamentar da sigla.

 

Nas últimas semanas, a senadora vem externando a insatisfação com o PSL e recebeu convite para migrar para o Podemos, do senador Alvaro Dias.

 

"Hoje, a possibilidade de Selma deixar o PSL é de 90%. Ela já deixou claro ao partido que não admite esse tipo de interferência e que não irá retirar sua assinatura", afirmou uma fonte do MidiaNews.

 

 

Segundo apurou a reportagem, o PSL não tem interesse na CPI que, caso instalada, irá também investigar a atuação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli.

 

Ele foi o responsável por suspender, temporariamente, todas as investigações em curso no País que tenham como base dados sigilosos compartilhados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e pela Receita Federal sem autorização prévia da Justiça. A medida beneficiou o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente.

 

Carlos Moura/SCO/STF

Dias Toffoli

Senadores querem investigar atuação do presidente do STF, ministro Dias Toffoli

Selma teria dito à alta cúpula do PSL que se a pressão continuar iria para o Podemos. Ela tem “muita simpatia” pela sigla, por ter uma boa relação com Alvaro Dias.

 

O senador é líder do partido e foi quem fez o convite para que Selma trocasse de sigla.

 

“Ele não pressiona os senadores para nada, por isso a intenção dela ir para lá”, disse a fonte.

 

Até o momento, o pedido de abertura de CPI contra Toffoli conta com 27 assinaturas e precisa de mais duas para ser apresentado.

 

O grupo, entretanto, deve somar mais assinaturas que o necessário para evitar que retiradas de assinaturas em cima da hora impeçam a investigação.

 

A investigação deve focar no chamado inquérito das fake news. Os senadores argumentam que o ministro teria instaurado a medida de forma ilegal.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Barbudo nega briga e diz que “fará tudo” para Selma ficar no PSL

 

Medeiros: partido está de portas abertas e planeja ato de filiação

 

PSL diz que saída é "precipitada" e trabalha para manter Selma

 

Apoiadora de Bolsonaro, senadora deve migrar para o Podemos