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NOTÍCIA

Data: Quarta-feira, 17/07/2019 00:00

Cuidado com picadas de cobras NÃO TEM ANTÍDOTO no estado

Fonte: Jornal O Popularhb

Ontem segunda feira (15) estivemos na Secretaria Municipal de Saúde em Colniza para esclarecer sobre a falta de “Soro Antiofídico” no hospital municipal André Maggi já que este é bastante usado nos atendimentos devido ao grande numero de sitiantes que quase sempre são atacados por cobras de todos os tipos.

 

Falamos com o secretario Jose Vanderlei que explicou que este problema vem desde a Secretaria Estadual de Saúde que não está tendo este medicamento (Antídoto) para repassar aos municípios, o caso de Colniza é preocupante, pois este tipo de acidente acontece com muita freqüência e sua falta periga agravamento de ferimentos levando até à aleijões e morte.

 

O chefe da pasta pediu aos sitiantes que aumentem os cuidados na hora que forem para o trabalho em áreas que sabidamente tem muitas cobras, usarem material que proteja as pernas principalmente e se puderem evitar que crianças fiquem transitando nestes locais, e que tais precauções são necessárias no momento. 

 

SOBRE O ANTÍDOTO 

Apesar de existirem soros específicos para diferentes gêneros de cobras, o processo de produção de todos eles segue o mesmo padrão. O veneno da serpente é introduzido no organismo de um cavalo, que reage desenvolvendo anticorpos. E são esses anticorpos que, após serem retirados do cavalo, formam o soro.

 

A eficiência do produto é grande e, diferentemente do que muitos pensam uma picada de cobra não significa um convite quase certo para a morte. Segundo dados do Ministério da Saúde, das cerca de 20 mil pessoas picadas por serpentes venenosas a cada ano no Brasil, apenas 0,4% morrem. Mas é bom não bobear. As poucas mortes ocorrem justamente pelo uso incorreto ou tardio do soro ou ainda pela falta dele. A utilização incorreta do produto pode ser evitada com ajuda do diagnóstico de um especialista, já que o veneno de diferentes gêneros de cobras precisa ser combatido com diferentes tipos de sonoro. A confusão nesse aspecto só não é maior porque 90,5% dos casos de pessoas picadas no país envolvem serpentes de um mesmo gênero, Bothrops. Pertencem a ele cobras como jararaca, jararacuçu, caiçaca, urutu e cotiara, todas com peçonhas que podem ser combatidas com o mesmo tipo de soro.

 

Em seguida, em número de picadas, aparecem as cascavéis (do gênero Crotalus), a surucucu (Lachesis) e as corais verdadeiras (Micrurus). Essas espécies ameaçadoras, porém, são minoria no Brasil. Dos 256 tipos de serpentes existentes por aqui, apenas 70 são peçonhentas, ou seja, capazes de inocular seu veneno. No país, os soros são feitos pelo Instituto Butantan, em São Paulo, pela Fundação Ezequiel Dias, em Minas Gerais, e pelo Instituto Vital Brazil, no Rio de Janeiro. Toda a produção é comprada pelo Ministério da Saúde e oferecida gratuitamente em hospitais e postos de saúde de todo o Brasil.