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Data: Segunda-feira, 08/07/2019 00:00

Dois são presos com 470 pedras de diamante extraídos da Reserva Roosevelt

Fonte: Olhar Direto
O ex-assessor da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), identificado como Almir Ribeiro de Carvalho Júnior, de 43 anos, e Alison Celso da Silveira, de 48 anos, foram presos com 470 pedras de diamante extraidos da Reserva Roosevelt, em Rondônia. A dupla foi abordada em um Peugeot, no município de Comodoro (a 644 quilômetros de Cuiabá), no último sábado (6).



De acordo com informações da Polícia Civil, a abordagem aconteceu após uma denúncia anônima. Consta no boletim de ocorrência que o veículo vinha da cidade de Vilhena, Rondônia, com destino a Cuiabá, quando foi abordado na BR-364, por volta do meio-dia. 


O automóvel era conduzido por Almir Ribeiro. Com ele foram encontradas duas joias, um par de brincos e um pingente com pedrinhas de diamante, além da quantia de R$ 2,4 mil.  Com o passageiro, Alison Celso, foram encontrados um invólucro com dois montantes de pedras de Diamante, um com 290 e outro com 180, totalizando 470 pedras, além de R$ 403.


Os dois suspeitos foram levados para a Delegacia de Polícia e autuados em flagrante por receptação. Eles informaram que as pedras são de exploração em um garimpo na Reserva Roosevelt, em Espigão do Oeste, Rondônia e, que seriam comercializadas em Diamantino (a 201 km de Cuiabá).


 
Um estudo inédito que mapeou as reservas minerais do Brasil, apontou que o garimpo do Roosevelt abriga um kimberlito mineralizado (rocha de origem vulcânica que dá diamante) com idade, estrutura geológica e capacidade de produção de pedras preciosas semelhantes às da mina de diamantes do Guaniano, na Venezuela.

 
A invasão na reserva dos cintas-largas começou na década de 60. Os seringueiros foram os primeiros a chegar. Logo depois, os garimpeiros passaram a rondar as terras indígenas à procura de diamantes, às margens do rio Roosevelt.

 
Em 2004, a reserva indígena Roosevelt foi palco de notícias em imprensas do Brasil e do mundo, pelo fato de possuir uma enorme mina de diamantes e dos problemas decorrentes da jazida. Em abril de 2004, 29 garimpeiros foram brutalmente assassinados pelos índios dentro da reserva. Funcionários da Funai acreditam que no mínimo 100 índios já teriam sido assassinados na reserva.