Jregional

NOTÍCIA

Data: Sábado, 12/01/2019 00:00

Servidores exigem salários até dia 10 e decidem "greve branca" em fevereiro

Fonte: Folha Max

A saúde pública do Estado de Mato Grosso pode se tornar ainda mais caótica no mês de fevereiro. Isso porque, em decorrência dos atrasos salariais, os servidores da área decidiram hoje (11), em assembleia geral, o indicativo de greve para o dia 12 de fevereiro, com paralisação de 24 horas, caso a folha de pagamento não seja cumprida em toda sua integralidade até o dia anterior, 11 de fevereiro. “Indicativo de greve para o dia 12/02/2019 (terça-feira) com parada de 24 horas neste dia, da categoria da saúde em todo o Estado de Mato Grosso, unidades ambulatoriais, hospitalares e administrativas, mantendo apenas o efetivo de 30% da urgência e emergência, e desmarcando todos os procedimentos eletivos, caso os salários não sejam creditados em sua integralidade (100%) até o dia 11/02/2019 para todos os servidores aposentados, pensionistas e ativos”, diz trecho do Informe à Imprensa, distribuído pelo Sisma (Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde).

Neste mesmo dia de paralisação, os servidores se reunirão novamente para discutir a possibilidade de deflagração de greve por tempo indeterminado. Ainda segundo o texto, a decisão só permanece válida enquanto o Governo do Estado não cumprir com sua obrigação de pagar os servidores, ativos e inativos, até o dia 10 de cada mês, conforme rege a Constituição Estadual.

Durante a assembleia de hoje, os servidores decidiram por manter o estado de assembleia permanente, já assumida pelo Sisma desde o dia 24 de setembro do ano passado, quando os problemas com a folha se acentuaram, ainda na gestão Pedro Tasques (PSDB). A medida dá celeridade para os servidores tomarem suas decisões, por exemplo, caso queiram deflagrar estado de greve, uma vez que é preciso cumprir prazos estipulados em lei.

A assembleia, realizada nesta sexta-feira em Cuiabá, contou com a participação de 250 servidores, que representam unidades de saúde da Capital e de cidades do interior. A situação da Saúde acompanha a calamidade instalada em todo o Estado, seja pela falta de recursos, como argumentou Pedro Taques quando governador, seja pela falta de gestão dos recursos, como argumenta hoje o governador Mauro Mendes (DEM), que acabou de tomar posse e vem estudando os números deixados por seu antecessor.

A greve da classe já é ventilada há mais de mês, porém, devido à troca de gestão, os servidores decidiram segurar um pouco a paralisação geral, para dar fôlego a Mauro Mendes e uma oportunidade de “colocar o trem nos trilhos”.

 

NOTA PÚBLICA

Após intenso debate de 250 servidores de carreira da saúde na sede do sindicato em Cuiabá, com representantes das unidades da saúde da capital e interior, votamos e aprovamos pela maioria absoluta:

1) permanecer em estado de assembleia permanente instalada desde 24/9/2018;

2) Indicativo de Greve para o dia 12/02/2019 (terça-feira) com parada de 24 horas neste dia, da categoria da saúde em todo o estado de Mato Grosso, unidades ambulatóriais, hospitalares e administrativas, mantendo apenas o efetivo de 30% da urgência e emergência, e desmarcando todos os procedimentos eletivos caso os salários não sejam creditados em sua integralidade (100%) até o dia 11/02/2019 para todos servidores aposentados, pensionistas e ativos.

E neste dia de greve (24 h) os quase 6000 servidores públicos da saúde deliberarem pela construção da greve por tempo indeterminado.

Com verba alimentícia não se brinca. Se prioriza! Não aceitaremos mais atrasos. E mesmo se alguns receberem por faixa o espírito de solidariedade da nossa categoria será o diferencial de todos na luta por mais respeito.

Oscarlino Alves

Presidente do SISMA/MT