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Data: Terça-feira, 08/01/2019 00:00

Sem salários há seis meses, médicos do Samu ameaçam demissão em massa

Fonte: Olhar Direto

Médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atuam na Baixada Cuiabana denunciaram condições precárias de trabalho e atraso de seis meses nos salários. Em carta enviada para conhecimento das autoridades na última segunda-feira (07), eles ainda ameaçam uma demissão em massa.

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Conforme o documento, não há outro serviço pré-hospitalar que preste atendimento ao estado e municípios que compõem a Baixada Cuiabana. Além disso, pontua que toda assistência médica de urgência e emergência fica a cargo da instituição.
 
Uma médica que trabalha há mais de cinco anos no Samu contou ao Olhar Direto que já foi feita uma tentativa de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, porém não chegaram a nenhuma conclusão.
 
Os médicos dizem que trabalham em condições indignas. Pontuam também sobre a falta de medicações básicas, falta de luvas, macas, ambulâncias – que por vezes não estão funcionando e até mesmo a falta de local apropriado para manter as medicações.
 
“É com muita angustia que esta equipe redige esta carta, pois chegamos ao limite de nossos esforços junto a Secretaria Estadual de Saúde, entidade responsável por gerir as empresas as quais prestam e deveriam repassar os proventos de nossa árdua labuta, já tão conhecida pela população cuiabana”, descreve o documento.
 
Com seis meses de atrasos nos pagamentos, os médicos dizem que fica inviável manter o vinculo com a instituição e ameaçam desligamento em massa. Contudo, afirmam que serão respeitados todos os trâmites necessários junto aos órgãos competentes para que não haja prejuízos à população.
 
“Posto isso e diante da gravidade da situação gostaríamos do apoio da população e das autoridades para nos auxiliar a resolver tal e desagradável situação, pois não há nenhuma instituição dentro do nosso colossal estado tão abandonada quanto nós médicos do Samu”, finaliza.

Outro lado 

Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual Saúde informou que deverá se manifestar em breve sobre a situação.