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Data: Segunda-feira, 07/01/2019 00:00

"Famílias verão seus filhos crescerem", diz mãe do cantor atropelado após doar órgãos

Fonte: Folha Max

Em uma homenagem feita nas mídias sociais, a mãe do cantor Ramón Viveiros -- atropelado e morto na antevéspera de Natal (domingo, 23, às 06h da manhã) em frente à Valley --, Regina Viveiros, postou vídeos em seu Instagram verbalizando a homenagem e também mostrando o momento em que os órgãos saem da sala de captação, em caixas térmicas, trazidas pelos médicos.

Lembrou que outras mães poderão ver seus filhos crescerem por meio do ato e afirmou que isso é “patrimônio espiritual” pro filho que perdeu. De maneira poética, falou: “Saber que pedacinhos dele salvaram vidas, secaram lágrimas de pessoas, de mães, deram oportunidade (...) de verem os netos, coisa que foi tirada de mim, me alivia, me dignifica”.

Esse primeiro vídeo foi gravado quando da cremação de Ramón. Ela havia ido buscar as cinzas. Para ela, a morte do rapaz foi homicídio e disse que a doação sempre foi expressa em vida por Ramón. “Porque a morte dele é fruto de homicídio, né? Não é uma morte natural? (...) É uma forma de prestar homenagem a ele, pelo gesto grandioso dele. A família só foi executora dos desejos que ele sempre expressou”.

O ACIDENTE

Tanto Ramón quanto Hya Girotto foram internados em estado grave em hospitais de Cuiabá momentos após serem atropelados pela bióloga e professora da UFMT Rafaela Screnci Ribeiro, que também feriu no mesmo acidente outra amiga dos dois, Myllena de Lacreda Inocêncio, que morreu no local, em minutos.

A morte cerebral do cantor só foi confirmada dia 28 de dezembro. Hya se recupera no Hospital Geral Universitário (HGU), está acordada, lúcida e começou a receber alimentação.

Presa sob suspeita de conduzir a Renault Duster Oroch que atropelou os três jovens e bateu em um Volkswagen Gol parado na pista no momento do acidente, a professora Rafael Ribeiro se recusou a fazer o teste do etilômetro. Só foi examinada pelo Instituto Médico Legal três horas depois do ocorrido. No dia 24, ficou frente a um juiz em uma audiência de custódia. Uma fiança de R$ 9,5 mil foi estabelecida. A família pagou e ela foi liberada para responder pelos atos em liberdade. O exame do IML não detectou embriaguez.